Canetas emagrecedoras: entenda a importância do acompanhamento médico
A busca por um corpo saudável e em forma é vista como objetivo na vida de muitas pessoas. Nesse contexto, o emagrecimento torna-se um dos principais focos de quem deseja melhorar os resultados corporais e a qualidade de vida. No entanto, o uso de métodos de forma desenfreada e sem acompanhamento profissional pode trazer sérios danos à saúde. Por isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emite alertas sobre o risco de pancreatite aguda associada ao uso indevido de canetas emagrecedoras.
A médica endocrinologista da Clínica DMI, Larissa de Melo, explica que a utilização irregular desses medicamentos pode agravar quadros clínicos e desencadear complicações. Segundo a especialista, o paciente pode fazer uso de doses inadequadas, muitas vezes associadas a dietas restritivas, o que intensifica efeitos colaterais como desidratação, vômitos, diarreia, constipação e refluxo gastroesofágico. Além disso, é comum que o tratamento seja interrompido antes do tempo recomendado.
“Pacientes que utilizam o medicamento sem real necessidade, apenas por questões estéticas - para perder três ou quatro quilos, por exemplo - podem acabar reduzindo mais massa muscular do que gordura, o que provoca alterações metabólicas, como a diminuição do metabolismo basal”, pontua a médica.
Embora dieta equilibrada e prática regular de atividade física continuem sendo estratégias fundamentais e seguras para o emagrecimento, a medicina tem avançado no tratamento do sobrepeso e da obesidade. Entre as alternativas estão justamente os medicamentos injetáveis conhecidos como canetas emagrecedoras. No entanto, o uso deve ser indicado e acompanhado por profissional habilitado, que avaliará o perfil clínico do paciente.
Larissa de Melo reforça que o tratamento é eficaz para casos de sobrepeso, obesidade, diabetes mellitus, esteatose hepática, entre outras comorbidades. O alvo principal é a saúde, e não a estética.
"Durante o tratamento, o acompanhamento costuma ocorrer a cada dois ou três meses, com avaliação da perda de peso, exames laboratoriais do perfil metabólico e análise da composição corporal por meio da bioimpedância. Também são observados sintomas e possíveis efeitos adversos, permitindo ajustes na dose da medicação e adequações na alimentação e na prática de exercícios, quando necessário", destaca a médica.
Dessa forma, antes de buscar qualquer alternativa para emagrecimento, é fundamental compreender que o acompanhamento médico é o que garante resultados seguros e sustentáveis. Seguir orientações profissionais e manter cuidados contínuos é o caminho mais responsável para alcançar qualidade de vida com saúde.
Fonte: Direto da Redação