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Decisão de Alcolumbre sobre Lulinha gera tensão na CPMI

Alcolumbre mantém quebra de sigilo de Lulinha, gerando polêmica.

Por Redação
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado Presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG)
Presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG)

A base governista da CPMI do INSS enfrentou uma nova derrota com a decisão do senador Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Congresso Nacional. Ele validou a deliberação do colegiado que aprovou a quebra de sigilos de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A votação que determinou a quebra de sigilo ocorreu na semana passada, caracterizada por um ambiente tumultuado, com gritos e empurra-empurra entre parlamentares. Integrantes de partidos de esquerda recorreram a Alcolumbre para anular a votação simbólica, mas o pedido foi rejeitado pelo senador, que afirmou que não houve violação evidente das normas regimentais.

Após a decisão de Alcolumbre, Carlos Viana, presidente da CPMI e senador pelo Podemos-MG, comentou sobre a deliberação. Ele afirmou não ter se surpreendido com a postura de Alcolumbre, destacando que sempre seguiu o regimento da Casa de forma transparente.

Viana ressaltou que a condução da sessão foi de natureza técnica, afirmando estar acostumado a pressões políticas. Segundo ele, a decisão não envolveu preferências políticas, mas sim questões técnicas. O painel eletrônico indicou a presença de 31 parlamentares, com o governo vencendo por 18 a 12 na votação nominal. Para rejeitar a matéria na votação simbólica, seriam necessários 16 votos contrários.

Viana reforçou que a comissão não fará distinções de nomes ou posições políticas, afirmando: “Não vamos blindar ninguém.” Ele garantiu que colocará em votação qualquer requerimento, independente do nome envolvido.

O senador também se mostrou desapontado com o clima de tensão das sessões anteriores, lamentando as cenas de agressão e xingamentos entre parlamentares. Ele afirmou que continuará cumprindo seu papel até o último dia da CPMI.

Em contrapartida, a base governista contestou o resultado sobre Lulinha, tentando anular a deliberação. O deputado Rogério Correia (PT-MG) criticou a decisão de Alcolumbre, afirmando que ela desrespeita o regimento e acusou Viana de fraudar o processo da CPMI.

Correia afirmou que a base governista não esperava a decisão de Alcolumbre e que avaliará próximos passos. O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) declarou que a base governista não recorrerá contra a decisão, reconhecendo o resultado.