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Fim da 'taxa da blusinha' pode baratear importados

Governo encerra taxa e prevê impacto no consumo

Por Direto da Redação
Foto: Qilai Shen/The New York Times O termo “taxa das blusinhas” é usado para se referir ao programa Remessa Conforme, criado para viabilizar a cobrança do Imposto de Importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50
O termo “taxa das blusinhas” é usado para se referir ao programa Remessa Conforme, criado para viabilizar a cobrança do Imposto de Importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50

O programa Remessa Conforme, popularmente conhecido como 'taxa da blusinha', chega ao fim nesta quarta-feira. O imposto gerou R$ 1,78 bilhão em arrecadação nos primeiros meses de 2026, representando um aumento de 25% em comparação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com a Receita Federal.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o término da cobrança, que era de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. A medida visa tornar produtos importados de baixo valor mais acessíveis, especialmente em um ano eleitoral. No entanto, o impacto nos preços pode ser limitado devido à manutenção do ICMS, que varia de 17% a 20% em muitos estados.

Em 2025, a arrecadação com tarifas sobre remessas internacionais atingiu um recorde de R$ 5 bilhões. Com o fim da 'taxa da blusinha', espera-se também um aumento nas operações dos Correios, que podem ver suas receitas melhorarem com o crescimento das importações, embora isso não resolva os problemas financeiros da estatal.

Para transações acima de US$ 50, o imposto federal de 60% permanece em vigor. A decisão de acabar com a taxa foi influenciada por uma série de fatores, incluindo pressões políticas e discussões no Congresso.

Fonte: Divulgação