Idosa morre após ataque de cão assustado por fogos
Cão da família ataca idosa após fogos durante jogo do Brasil.
Uma tragédia marcou a família de Maria Esther Nepomuceno Noronha, de 88 anos, no último sábado (13), quando ela foi atacada pelo cachorro da família. O incidente ocorreu durante o primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo, após o animal se assustar com o barulho dos fogos de artifício. A idosa não resistiu aos ferimentos, mesmo após receber socorro imediato e sete bolsas de sangue no Hospital de Urgência de Teresina.
Rejane Noronha, nora da vítima, descreveu o momento como extremamente doloroso. Segundo ela, o cão estava agitado e assustado antes mesmo do jogo começar devido aos fogos soltos pela vizinhança. Ele acabou derrubando Maria Esther e mordendo-a nos braços e pescoço.
"Ele derrubou ela porque é um animal de grande porte, e ela já é uma senhora de 88 anos", explicou Rejane.
A Gerência de Zoonoses visitou a residência na terça-feira (16) para investigar o caso. O cão ficará sob observação por dez dias, conforme os protocolos vigentes.
Caso sob investigação
O delegado Leonardo Alexandre está à frente das investigações no 4º Distrito Policial de Teresina. Embora ele não tenha divulgado detalhes sobre as apurações em andamento, a lei estadual sancionada em 2021 proíbe o uso de fogos ruidosos no Piauí.
A medida prevê multas para quem descumprir as regras: R$ 1,5 mil para pessoas físicas e R$ 2 mil para jurídicas, valores que dobram em caso de reincidência.
Memórias afetivas
A família agora se apega às lembranças. A neta Maria Clara Noronha descreveu a avó como "muito brincalhona" e "sempre sorridente", destacando sua superação contra dois cânceres sem perder a alegria.
"Meu celular é cheio de vídeos e fotos dela", disse Maria Clara.
Cuidados com animais
A veterinária Hires Yenny Araújo alertou sobre os riscos dos barulhos altos para os cães. Segundo ela, esses ruídos geram estresse agudo nos animais. Durante eventos como a Copa do Mundo e festas juninas, recomenda-se manter os pets em ambientes calmos e seguros.
"Alguns tutores colocam músicas calmas ou ligam aparelhos eletrônicos para abafar o som externo", sugeriu Hires Yenny.