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Inflação deve fechar 2023 em 5,11%, prevê mercado

Banco Central ajusta projeção de inflação para 2023

Por Redação
Foto: © Joédson Alves/Agência Brasil Brasília (DF) 10/01/2025 - Inflação oficial do país em 2024 é de 4,83%, acima do limite da metaPercentual é o mais alto desde 2022 (5,79%)Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Brasília (DF) 10/01/2025 - Inflação oficial do país em 2024 é de 4,83%, acima do limite da metaPercentual é o mais alto desde 2022 (5,79%)Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

As expectativas do mercado financeiro para a inflação deste ano sofreram novo ajuste, elevando a previsão do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 5,09% para 5,11%. Esta é a décima terceira semana consecutiva de alta na projeção, segundo o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central.

A pressão sobre os preços dos combustíveis, agravada pela guerra no Oriente Médio, tem sido um dos fatores que impulsionam a inflação além do limite superior da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%. A meta central de inflação é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Em abril, o IPCA registrou aumento de 0,67%, pressionado principalmente pelos preços dos alimentos. No acumulado de 12 meses até então, a inflação estava em 4,39%, ainda dentro do teto da meta. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará a inflação referente ao mês de maio na próxima sexta-feira.

Juros e política monetária

O Banco Central utiliza a taxa Selic como principal ferramenta para controlar a inflação. Atualmente fixada em 14,5% ao ano após cortes consecutivos pelo Comitê de Política Monetária (Copom), a Selic já foi reduzida duas vezes recentemente. Entretanto, o conflito no Oriente Médio continua influenciando negativamente os preços dos combustíveis e alimentos.

A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 16 e 17 de junho. As previsões indicam que a taxa Selic pode atingir 13,5% ao ano até o final de 2026. Para os anos seguintes, as projeções apontam reduções graduais nos juros.

Crescimento econômico

No cenário econômico geral, as expectativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) também foram revisadas ligeiramente para cima este ano, passando de uma expansão prevista de 1,9% para 1,91%. Para os anos seguintes até 2029, as projeções variam entre um crescimento anual estável entre 1,7% e 2%.

No primeiro trimestre deste ano já houve um crescimento econômico registrado pelo IBGE: alta de 1,1% em relação aos últimos três meses do ano anterior.

Câmbio

Quanto ao câmbio, as expectativas são que o dólar encerre este ano cotado a R$ 5,15. Projeções indicam que em dezembro de 2027 essa cotação deve ser ligeiramente maior: R$ 5,20 por dólar.