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Lula distribui emendas recordes para garantir apoio

Governo libera R$ 16,1 bi em maio visando votações no Congresso

Por Redação
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil Lula também usou as emendas de comissão, de repasse opcional, para afagar o Legislativo
Lula também usou as emendas de comissão, de repasse opcional, para afagar o Legislativo

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva atingiu um marco significativo em maio ao liberar R$ 16,1 bilhões em emendas parlamentares. Esse montante é o maior registrado até agora na atual administração e visa fortalecer a base de apoio no Congresso Nacional.

Essas transferências foram estratégicas para assegurar votos favoráveis à proposta de alteração da jornada de trabalho 6x1, além de cumprir a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, que exige o depósito de 65% das emendas obrigatórias no primeiro semestre.

Véspera decisiva

Os repasses foram especialmente concentrados em datas próximas a votações importantes. No dia 12 de maio, por exemplo, R$ 3,4 bilhões foram liberados enquanto a Câmara discutia a mudança trabalhista. Já no dia 27, véspera da votação da proposta, mais R$ 2,9 bilhões foram distribuídos.

Das verbas alocadas em maio, R$ 11,2 bilhões corresponderam a cotas individuais e R$ 3,3 bilhões a bancadas estaduais. Comissões também receberam recursos significativos: a Comissão de Assuntos Sociais do Senado garantiu R$ 888 milhões e a Comissão de Saúde da Câmara obteve R$ 354 milhões.

Cronograma apertado

A comparação com abril demonstra o aumento expressivo dos repasses: apenas R$ 1,4 bilhão havia sido distribuído naquele mês. A gestão petista precisa agora transferir mais R$ 24,5 bilhões até o fim de junho para atender as exigências orçamentárias e manter o apoio político necessário nas bases regionais.

Embora impressionante, esse desembolso ainda fica atrás do recorde estabelecido por Jair Bolsonaro em junho de 2022, quando seu governo repassou R$ 17,8 bilhões ajustados pela inflação. Na época, os recursos visavam impulsionar programas sociais e fortalecer alianças políticas antes das eleições presidenciais.