Partido Missão investiga filiação irregular de Flávio
Missão identifica falhas em sistema de filiação partidária.
O partido Missão solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma investigação sobre a suposta filiação fraudulenta do senador Flavio Bolsonaro. A legenda alega que ele foi adicionado aos seus quadros sem consentimento, com dados falsos inseridos no sistema, incluindo CPF e endereço adulterados.
O episódio ocorreu em 2 de agosto, quando o partido enviou diversos alertas ao gabinete do senador. No entanto, Flavio Bolsonaro teria ignorado as mensagens, acreditando serem spam.
A defesa do Missão, conduzida pelo advogado Arthur Rollo, ressalta que não havia intenção de prejudicar o senador. Se fosse esse o caso, argumenta Rollo, o partido não teria enviado notificações para seu endereço oficial.
Além disso, o partido relatou ter detectado uma tentativa de filiar o ex-presidente Lula à legenda. A ação foi interceptada antes que o registro fosse finalizado no sistema do TSE.
Como resposta aos incidentes, o Missão suspendeu seu sistema automatizado de filiação e reconheceu problemas já relatados por usuários anteriormente, nos meses de março e julho.
A legenda busca identificar os responsáveis pelo uso do IP associado à fraude e possíveis crimes como falsidade ideológica para fins eleitorais. A Polícia Federal já está envolvida na investigação após um boletim de ocorrência ser registrado pelo partido.
Apesar das suspeitas levantadas pela legenda, o TSE afirmou que não houve invasão ou "hackeamento" do sistema eleitoral.