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STF avalia mudança de regime para Bolsonaro

Discussão sobre regime domiciliar ganha apoio no STF.

Por Redação
Foto: Shutterstock A mobilização envolve diretamente Michelle Bolsonaro, conta com o apoio reservado de nomes como Gilmar Mendes e Nunes Marques
A mobilização envolve diretamente Michelle Bolsonaro, conta com o apoio reservado de nomes como Gilmar Mendes e Nunes Marques

A ideia de transferir Jair Bolsonaro para um regime domiciliar tem ganhado força, com apoio de aliados, autoridades do Planalto e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo nesta sexta-feira, dia 30.

O movimento inclui a participação de Michelle Bolsonaro e conta com o apoio de figuras como Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques. Um novo laudo médico, produzido pela Polícia Federal (PF), é considerado um trunfo importante nas negociações.

Gilmar Mendes conseguiu convencer Alexandre de Moraes, relator do inquérito sobre a suposta tentativa de golpe, a receber Michelle em seu gabinete no dia 15 de janeiro. Gilmar, que já conversou com a ex-primeira-dama, manifestou apoio à mudança de regime, ressaltando que a decisão final cabe a Moraes.

Kassio Nunes também expressou a Moraes sua concordância com a possibilidade de transferência de Bolsonaro para o regime domiciliar.

Laudo médico fortalece pedido por prisão domiciliar

Recentemente, peritos da PF visitaram a Papudinha, local dentro do Complexo da Papuda onde Bolsonaro está detido. O laudo médico ainda não foi concluído, mas já se tornou central nas discussões sobre a revisão do regime prisional.

Aliados e membros do Judiciário e do Executivo expressam preocupação com o possível agravamento da saúde do ex-presidente, especialmente após o falecimento de Cleriston Pereira da Cunha em 2023. Ele morreu após sofrer um mal súbito durante o banho de sol na Papuda.

No dia 15 de janeiro, advogados e parlamentares recorreram à Organização dos Estados Americanos (OEA) por meio da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, solicitando medidas cautelares em favor de Bolsonaro.

Os signatários argumentam que Bolsonaro, como idoso com comorbidades, enfrenta um quadro clínico incompatível com a manutenção no cárcere. A petição destaca que o histórico mencionado constitui um alerta concreto sobre os riscos de manter pessoas clinicamente vulneráveis sob custódia, diante de reiterados alertas médicos.