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Ceratocone não tem cura, mas tratamento adequado pode melhorar saúde visual

Por Direto da Redação
Foto: Reprodução A psicóloga Teresa comenta que após seu diagnóstico,
A psicóloga Teresa comenta que após seu diagnóstico,

Médico oftalmologista explica que na fase da adolescência e adulta problema é mais comum

O hábito comum de coçar os olhos, aliado à predisposição genética, pode desencadear um problema na visão chamado ceratocone. Essa doença afeta a córnea, tornando-a mais fina e deformada, causando comprometimentos na qualidade da visão, seja na adolescência ou fase adulta da vida. Por isso, o Junho Violeta, campanha realizada anualmente, funciona como um alerta imprescindível para ajudar na conscientização, prevenção, diagnóstico precoce e tratamento do ceratocone. A doença não tem cura definitiva, mas o segmento da saúde oftálmica possui técnicas e tratamentos eficazes para controle do problema.

Aos 25 anos, quem foi diagnosticada com esse problema na visão foi a psicóloga Teresa Sales Gomes. Ela compartilha que no primeiro momento não sabia qual era o real problema na visão, pois sempre teve muita sensibilidade à luz, mas isso começou a atrapalhar sua leitura, escrita e causou dificuldade para enxergar à distância. “Quando fui ao oftalmologista, eu achava que era miopia e astigmatismo. Depois de fazer alguns exames, o médico meu deu o diagnóstico de ceratocone nos dois olhos. No meu olho direito estava bem pior, porque minha córnea estava expandindo para frente. Sentia dores fortes demais e, às vezes, acordava com a visão escura. Nesse olho, estava com mais de sete graus, e só a lente ou os óculos não iriam resolver”, explica.

O acompanhamento médico, nesses casos, é peça-chave para garantir estabilidade e tratamentos eficazes. O Dr. Daniel Amorim, oftalmologista do Vilar Hospital de Olhos, ressalta que nesse mês a orientação é evitar esfregar os olhos, já que isso pode ser um fator desencadeador da doença. Ele ressalta que o problema pode ser mais comum em grupo de pacientes com tendência a ter alergia ocular. Além disso, o período da adolescência merece atenção, “pois é um grupo no qual o ceratocone pode se expressar com a maior intensidade. Na adolescência ou em pacientes na casa dos vinte anos, notamos que o ceratocone costuma avançar mais rápido”, pontua.
 
De modo geral, o Dr. Amorim também explica que esse problema pode ocorrer em vários níveis, exigindo tratamentos e avaliações específicas de acordo com cada cenário. “Muitas vezes conseguimos melhorar a visão do paciente apenas com o uso de óculos. Em outras situações, temos que utilizar lentes de contatos especiais. Além disso, pode haver o uso do implante dos anéis intraestromares e, em casos, mais avançados, fazemos o transplante de córnea”, explica.

A psicóloga Teresa comenta que após seu diagnóstico, realizou os exames para verificar a córnea e a retina. “Depois dos resultados, o médico disse que a melhor opção de tratamento para o meu caso era o implante de anel de ferrara. Todo o processo foi excelente, pois fui muito bem tratada pela equipe médica do Vilar e tudo ocorreu tranquilamente”, expressa. O alerta da paciente é para que as pessoas “não cocem os olhos, não coloquem seus olhos debaixo da água no mar ou piscina e sempre retirem a maquiagem por completo”, observa.

Quando diagnosticado, e para evitar a progressão da doença, o Dr. Amorim acrescenta que também existe um tratamento conhecido como crosslinking. “Realizamos ele há anos, sendo bastante efetivo, uma vez que a sua grande utilidade evita a progressão da doença e, assim, reduz as chances que ela saia desses estágios mais iniciais”, comenta. Além disso, “temos várias opções de tratamento, pois ele tem que ser individualizado para cada paciente. Quanto antes identificado e iniciado o tratamento, melhor. Contudo, mesmo em situações mais complexas é possível reabilitar a visão do paciente de maneira satisfatória com as várias opções terapêuticas que existem”, conclui.

Fonte: Direto da Redação