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Dinheiro lidera preocupações dos brasileiros, diz pesquisa

Finanças superam saúde e família nas angústias nacionais

Por Redação
Foto: Inteligência Artificial 71,6% afirmam que buscariam outro emprego caso a empresa onde trabalham voltasse ao modelo 100% presencial
71,6% afirmam que buscariam outro emprego caso a empresa onde trabalham voltasse ao modelo 100% presencial

As finanças pessoais dominam as preocupações dos brasileiros, superando questões como saúde, família e violência. Segundo a 5ª edição do Raio-X da Saúde Financeira dos Brasileiros, realizado pela fintech Onze com a Icatu Seguros, 42% dos entrevistados indicaram o dinheiro como sua maior fonte de ansiedade. O levantamento foi conduzido entre 26 de maio e 1º de junho com a participação de 8.391 pessoas em todo o país.

A pesquisa revela que a preocupação com dinheiro é uma constante: 95% dos participantes expressaram algum tipo de apreensão financeira. A principal delas é não ter recursos para emergências, mencionada por 58%. Além disso, 53% dos entrevistados enfrentam dificuldades para cobrir despesas mensais ou lidam com dívidas. Dentro desse grupo, o cartão de crédito é o maior vilão, sendo citado por 60% como a principal dívida.

O estudo também destaca a carência de planejamento financeiro: 56% não possuem reserva de emergência e 63% carecem de proteção financeira para eventos como morte ou invalidez. Surpreendentemente, 89% nunca buscaram consultoria especializada para organizar suas finanças. Antonio Rocha, CEO da Onze, aponta que a falta de informação e planejamento financeiro agrava essas dificuldades.

Outro ponto crítico é a pressão familiar sobre as finanças. O levantamento mostra que 78% dos entrevistados têm dependentes financeiros, o que limita ainda mais sua capacidade de lidar com imprevistos ou planejar o futuro.

A pesquisa também aborda preocupações com aposentadoria: 34% acreditam que precisarão trabalhar mesmo após se aposentar devido à necessidade financeira. Henrique Diniz, diretor da Icatu Seguros, ressalta que sem reservas e sob dívidas, pensar no futuro parece distante para muitos.