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Fumar: os riscos silenciosos que ameaçam o pulmão e todo o corpo

Por Direto da Redação
Foto: Reprodução O uso de cigarros potencializa riscos em determinados grupos
O uso de cigarros potencializa riscos em determinados grupos

Especialista alerta para problemas que o ato pode causar às pessoas

Apesar de parecer um ato inofensivo e corriqueiro, o hábito de fumar não afeta apenas o fôlego, uma vez que cada tragada carrega milhares de substâncias tóxicas e diversos elementos cancerígenas capazes de provocar danos progressivos e, muitas vezes, irreversíveis ao pulmão. A queima do tabaco libera uma fumaça agressiva ao organismo, responsável por desencadear doenças graves e não somente respiratórias. 
 
Segundo a médica pneumologista Ludmila Athayde, do Instituto de Educação Médico (IDOMED), o cigarro tradicional está diretamente ligado ao infarto, ao acidente vascular cerebral (AVC) e a vários tipos de câncer, como o de laringe, estômago e bexiga. No pulmão, local em que o impacto é mais intenso, o tabagismo é a principal causa de câncer de pulmão, o que mais mata no mundo, além de ser responsável pela DPOC, doença crônica que dificulta a respiração e compromete profundamente a qualidade de vida.
 
Importante dizer que com o tempo o pulmão cronicamente inflamado e lesionado perde parte da capacidade de fazer trocas gasosas, o que se traduz em falta de ar e cansaço intensos, tosse persistente e crises respiratórias frequentes. O fumo também reduz as defesas naturais das vias aéreas, favorecendo infecções graves, como pneumonias, e acelerando a perda de função pulmonar ao longo dos anos. Além disso, os tabagistas passivos, expostos à fumaça no ambiente, compartilham riscos semelhantes, mesmo sem acender um único cigarro. “Fica claro que fumar só traz malefícios, inclusive para quem não escolheu estar exposto a ele”, reforça a pneumologista.
 
Apesar de frequentemente apresentados como uma opção menos prejudicial, os cigarros eletrônicos também oferecem sérios riscos. O aerossol inalado contém doses elevadas de nicotina, muitas vezes superiores às do cigarro tradicional, além de solventes, partículas finas, aromatizantes e metais liberados pelo próprio dispositivo. Todos esses componentes irritam e lesionam as vias aéreas e são potencialmente cancerígenos. 

O uso de cigarros potencializa riscos em determinados grupos
 
Nas gestantes, o ato de fumar aumenta o risco de parto prematuro, baixo peso ao nascer e problemas respiratórios na infância. Adolescentes e jovens também se destacam como grupo de risco, porque têm maior probabilidade de desenvolver dependência e podem sofrer prejuízos no desenvolvimento pulmonar, com impacto que se estende por toda a vida. Pessoas com asma, problemas cardiovasculares, diabetes ou sistema imunológico comprometido, apresentam pior prognóstico e maior chance de complicações quando expostas ao cigarro.
 
Diante desse cenário, a pneumologista destaca que parar de fumar e a proteção contra o fumo ambiental são medidas essenciais, especialmente para os grupos mais vulneráveis. “Abandonar o cigarro é uma escolha de saúde e um compromisso com a vida”, finaliza Ludmila.

Fonte: Direto da Redação