IA auxilia estudantes na preparação para o Enem 2026
Ferramentas de IA otimizam estudo para o Enem 2026
A preparação para o Enem 2026 pode ser aprimorada com o uso da Inteligência Artificial (IA), oferecendo suporte aos estudantes na revisão de conteúdos e na criação de simulados. Contudo, é essencial conferir as informações obtidas em fontes confiáveis, alertam especialistas.
Vinícius Gonçalves, coordenador dos cursos de Ciência da Computação e Análise e Desenvolvimento de Sistemas da Uninassau Teresina, destaca a importância de utilizar provas anteriores do Enem para orientar a IA na geração de novas questões. Essa abordagem permite que os candidatos pratiquem exercícios similares aos já aplicados no exame.
“A melhor maneira dos estudantes se prepararem é pegar os modelos de provas anteriores e alocar dentro da inteligência artificial para gerar novas questões”, afirmou Gonçalves.
A tecnologia também oferece a possibilidade de criar simulados, resumos e mapas mentais, além de explicar conteúdos complexos. Estudantes podem personalizar seu aprendizado ao registrar suas dificuldades e acertos, direcionando revisões futuras com base no desempenho observado.
No entanto, a IA não é infalível. Fenômenos conhecidos como “alucinação” podem levar à apresentação de informações incorretas ou inventadas. Por isso, Gonçalves recomenda solicitar sempre a fonte das informações fornecidas pela IA para garantir sua veracidade.
“Peça para identificar a fonte das informações se algo não parecer correto”, orientou o professor.
Nesta reta final antes do exame, é recomendado focar na resolução de questões ao invés de tentar absorver muitos novos conteúdos rapidamente. A prática ajuda a reconhecer padrões nas provas e desenvolver estratégias eficazes para as questões do exame.
Entretanto, Gonçalves alerta que a dependência excessiva da IA pode prejudicar o desenvolvimento da autonomia dos estudantes. Ele sugere resolver as questões antes de recorrer à ferramenta, utilizando-a como um complemento ao estudo tradicional.
“Evite transformar a ferramenta em uma muleta que possa gerar dependência”, destacou Gonçalves.