Picos realiza mapeamento para evitar desastres naturais
Cidade analisa áreas de risco até 9 de outubro
Em Picos, no Sul do Piauí, um novo mapeamento busca identificar e propor soluções para as áreas de risco do município. Até o dia 9 de outubro, o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e a Secretaria Nacional de Periferias (SNP) conduzem um estudo detalhado das regiões mais vulneráveis a desastres naturais.
Atualmente, cerca de 12 mil pessoas residem em 20 pontos críticos da cidade. Essas áreas foram historicamente afetadas por inundações e alagamentos, destacando a necessidade urgente de intervenções. O objetivo é desenvolver o Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), fundamental para o planejamento urbano e a segurança dos moradores.
No final de setembro, uma reunião com lideranças comunitárias e representantes do poder público discutiu os principais desafios enfrentados pela população local. Durante as visitas técnicas iniciadas em 29 de setembro, especialistas analisam riscos geológicos e hidrológicos, focando principalmente nas planícies de inundação do rio Guaribas. O uso de drones e registros fotográficos ajudam a compor um diagnóstico preciso da situação.
"São riscos geológicos que podem provocar desastres, como queda de blocos de rochas, deslizamento de encosta, alagamentos", explica Júnior Lara, pesquisador do SGB.
O resultado desse levantamento será essencial para priorizar ações preventivas nos bairros mais afetados. Entre as áreas analisadas estão Trizidela/Centro, Ipueiras, Aerolândia e Emaús. Outros setores como Junco e Belo Norte também estão sob avaliação.