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Retinopatia da prematuridade: entenda os riscos para a visão de bebês prematuros

Por DIRETO DA REDACÃO
Foto: REPRODUÇÃO "Quando o bebê nasce prematuramente, esse desenvolvimento
"Quando o bebê nasce prematuramente, esse desenvolvimento


O nascimento prematuro exige uma série de cuidados especiais com a saúde do bebê, e a visão é um dos aspectos que merecem atenção, pois existem condições que podem afetar os recém-nascidos, como a retinopatia da prematuridade. A doença ocular atinge principalmente bebês nascidos antes de 32 semanas de gestação ou com peso igual ou inferior a 1.500 gramas. Quando não identificada e acompanhada adequadamente, a condição pode provocar alterações graves na visão e, em casos mais avançados, levar à cegueira.

A retinopatia ocorre devido ao desenvolvimento incompleto dos vasos sanguíneos da retina, estrutura localizada no fundo do olho e fundamental para a visão. Durante a gestação, os vasos sanguíneos responsáveis por nutrir a retina se desenvolvem progressivamente, e esse processo normalmente só se completa próximo ao nascimento a termo.

"Quando o bebê nasce prematuramente, esse desenvolvimento ainda está incompleto. A mudança do ambiente intrauterino para o extrauterino, associada às oscilações de oxigenação e a outros fatores relacionados à prematuridade, pode provocar alterações no crescimento desses vasos. Em alguns bebês, surgem vasos anormais que, nos casos mais graves, podem causar sangramentos, formação de tecido cicatricial e até descolamento de retina”, explica a médica oftalmologista do Vilar Hospital de Olhos, Mônica Muller, que reforça ainda que nem todo prematuro desenvolverá a doença, mas os bebês que apresentam fatores de risco precisam ser avaliados e acompanhados.

Entre os cuidados necessários está a realização do exame de fundo de olho, feito por um oftalmologista capacitado. O procedimento permite avaliar o desenvolvimento dos vasos sanguíneos da retina, identificar possíveis alterações e, quando necessário, indicar o tratamento mais adequado para o bebê.

Um dos principais desafios para o diagnóstico precoce é que a doença não apresenta sinais perceptíveis pelos pais em sua fase inicial. Por isso, o acompanhamento oftalmológico é indispensável para identificar possíveis alterações antes que ocorram complicações.

Após a alta hospitalar, o bebê prematuro deve continuar o acompanhamento oftalmológico e seguir as orientações dos profissionais de saúde. A oftalmologista Mônica Muller orienta: "Muitos bebês recebem alta antes de a vascularização da retina estar completa. Por isso, o acompanhamento deve continuar até que o oftalmologista confirme a regressão da doença ou a conclusão segura do processo de vascularização, conforme cada caso.

Seguir as recomendações e não adiar as avaliações oftalmológicas é fundamental para reduzir o risco de sequelas e preservar a saúde ocular.

Fonte: DIRETO DA REDACAO