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Teresina limita banheiros femininos a mulheres biológicas

Nova lei em Teresina gera protestos de grupos trans

Por Redação
Foto: Freepik Banheiro para pessoas do sexo feminino (imagem ilustrativa)
Banheiro para pessoas do sexo feminino (imagem ilustrativa)

Em Teresina, uma nova legislação sancionada pelo prefeito Sílvio Mendes (União Brasil) está gerando controvérsia. A norma, que entrou em vigor na última quinta-feira (30), impede que mulheres trans usem banheiros femininos na capital, destinando esses espaços exclusivamente a mulheres biológicas.

A decisão tem sido duramente criticada por movimentos sociais e entidades defensoras dos direitos da população trans, que consideram a medida discriminatória. Essas organizações já manifestaram a intenção de levar o caso à Justiça na tentativa de reverter a situação.

O texto da lei, publicado no Diário Oficial do Município, argumenta que o objetivo é preservar a privacidade feminina e evitar possíveis constrangimentos. Além disso, estabelece diretrizes para a proteção e valorização das mulheres em várias áreas.

Entre as medidas previstas estão critérios baseados no sexo biológico para participação em concursos públicos e competições esportivas municipais. A prefeitura também não poderá subsidiar eventos esportivos que desconsiderem o sexo biológico dos participantes.

A implementação gradual da Política Municipal de Proteção da Mulher dependerá da disponibilidade financeira do município. O Poder Executivo será responsável por adequar prédios públicos à nova legislação, enquanto a fiscalização em locais privados caberá à prefeitura.

A legislação prevê ainda capacitação de servidores e programas voltados para geração de emprego e renda para mulheres. Os princípios norteadores incluem dignidade humana, respeito aos direitos humanos e proteção às mulheres vulneráveis, com ações conjuntas entre poder público e sociedade civil.