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Correios adiam fechamento de agências e reavaliam plano

Estatal suspende medidas após ameaça de greve

Por Direto da Redação
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Correios suspendem parte de plano de reestruturação e adiam fechamento de agências
Correios suspendem parte de plano de reestruturação e adiam fechamento de agências

Os Correios decidiram suspender temporariamente o fechamento de agências, a retirada de uma gratificação de R$ 500 para funcionários que atendem ao público e a implementação de um novo sistema logístico. A interrupção dessas ações ocorre após a ameaça de greve por parte dos servidores, que se mostraram insatisfeitos com o plano de reestruturação da empresa.

A decisão foi comunicada por meio de uma carta aos sindicalistas, assinada pelo presidente da estatal e diretores responsáveis. O documento destaca que a suspensão das medidas é válida até 31 de julho de 2026, permitindo tempo para avaliação técnica e social dos impactos das ações planejadas. A ideia é abrir espaço para o diálogo com os trabalhadores e evitar paralisações iminentes.

As mudanças fazem parte do esforço da administração, liderada por Emanoel Rondon, para buscar um novo empréstimo no valor de R$ 7 bilhões. Tal montante é necessário para tentar reverter os resultados financeiros negativos dos últimos anos, já que os Correios fecharam 2025 com um prejuízo expressivo de R$ 8,5 bilhões.

Apesar da suspensão temporária das medidas mais controversas, outras iniciativas do plano continuam em andamento. Entre elas estão a venda de imóveis e ações para contenção de despesas. A estatal também planeja lançar um novo programa de demissão voluntária (PDV) focado nas unidades que eventualmente serão fechadas, abrangendo cerca de 7 mil funcionários.

Até o momento, das mil unidades inicialmente previstas para serem encerradas, 256 já fecharam suas portas. A expectativa era economizar R$ 2,1 bilhões com essas ações. No entanto, o primeiro PDV não atingiu sua meta: apenas 3.075 funcionários aderiram à iniciativa contra uma meta inicial de 10 mil desligamentos.

O plano de reestruturação foi apresentado no ano passado como uma resposta à crise financeira enfrentada pela estatal e como condição para que o governo aprovasse um empréstimo anterior de R$ 12 bilhões.

Fonte: Divulgação