Gustavo Neiva afirma volta de imposto contradiz boa saúde financeira do estado
O deputado Gustavo Neiva (PP) falou, na manhã desta quarta-feira (11), durante o grande expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), sobre o reestabelecimento da cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a energia solar excedente gerada por consumidores que usam o Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE) no Piauí.
O parlamentar informou que a autorização da volta da cobrança do imposto foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em análise de liminar do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) que impedia a cobrança. O ministro Alexandre de Moraes atendeu a um pedido do Governo do Piauí, que argumentou que a suspensão da cobrança causou perdas estimadas em R$ 31 milhões somente em 2025. O prejuízo total foi calculado em R$ 175 milhões, já que a gestão estadual também não podia cobrar autos de infrações.
O deputado criticou a posição do governo, que alegou dificuldades financeiras para justificar a cobrança do imposto, contradizendo a afirmação de boa saúde financeira do estado em outros contextos, como na busca por empréstimos. Gustavo Neiva destacou que vê essa postura como incoerente.
“Com o passar do tempo, a energia solar se tornou mais acessível. E nós percebemos isso perfeitamente quando nós percorremos o estado do Piauí. Quando nós visitamos os municípios, nós já percebemos nos pequenos comércios, nos pequenos empreendimentos, como também nas residências, as placas solares nos telhados das residências. Isso mostra que as pessoas, como a energia fornecida pela Equatorial é cara. Custa muito no bolso, no custo de vida das pessoas. As pessoas fizeram um esforço, se desfizeram de algum patrimônio, de algum bem, para colocar energia solar”, afirmou o Gustavo Neiva.
O deputado falou também da empresa Solatio que solicitou o cancelamento da licença ambiental que permitiria a instalação do projeto de Hidrogênio Verde no litoral piauiense. Ele relembrou ainda de projetos como a produção de biodiesel com mamona, que prometia desenvolvimento, mas não se concretizou, e a instalação da Suzano, que prometeu comprar eucalipto, mas não cumpriu, causando prejuízos à população. Destacou a frustração com essas promessas não cumpridas, acusando-as de serem ilusões que iludem o povo do Piauí. “Esse projeto foi mais uma ilusão vendida ao povo Piauí, não resultou em nada. Ainda hoje tem mamona espalhada aí no estado do Piauí. Pode ter até outra serventia, mas não na produção de, biodisio, através da mamona”, destacou.
Fonte: ASCOM/ALEPI