Redes sociais e padrões estéticos impactam jovens brasileiras
Pressão digital leva 93% das jovens a quererem mudar o corpo
Um estudo recente revelou que 93% das jovens brasileiras entre 18 e 24 anos já consideraram realizar algum procedimento estético ou cirurgia plástica. Essa estatística evidencia como a pressão estética, amplificada pelas redes sociais, impacta essa geração. O ambiente digital alimenta a comparação constante e a busca por padrões irreais de beleza.
A pesquisa, intitulada “Tudo no Seu Tempo”, foi conduzida pela empresa de beleza État Pur em parceria com o Instituto Plano de Menina. O levantamento ouviu meninas e jovens mulheres de 14 a 30 anos, entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, buscando entender melhor os efeitos da pressão estética e da rotina intensa sobre elas.
Impacto das redes sociais
O ambiente digital foi apontado como uma das principais causas para o desejo de mudanças estéticas. A maioria das jovens passa cerca de três horas ou mais conectadas diariamente, e 69% acreditam que gastam tempo excessivo nas redes. Essa exposição leva 71% a se compararem frequentemente ao que veem online, afetando diretamente sua percepção de si mesmas.
- 30% relatam sentir insegurança após essas comparações
- 23% apontam frustração
- 15% sentem ansiedade
- 14% relatam tristeza.
Além disso, 66% das participantes admitiram que o conteúdo consumido online influenciou mudanças em seus hábitos, comportamentos ou até mesmo em seus objetivos de vida.
Apressão por perfeição
O estudo também destaca como o corpo é visto como uma resposta às pressões externas e inseguranças emocionais. Procedimentos estéticos são percebidos como soluções rápidas para enfrentar essa cobrança. Entre os mais comuns estão rinoplastia (22%), próteses de silicone (19%) e lipoaspiração (15%). Essa normalização das intervenções estéticas ajuda a explicar a alta porcentagem de jovens que já consideraram alterá-lo.
Rotina e vulnerabilidade emocional
Além da pressão estética, a intensa rotina diária contribui para a vulnerabilidade emocional das jovens. A maioria delas lida com uma agenda corrida, composta principalmente por compromissos de trabalho e estudo, deixando pouco tempo para si mesmas. Apenas 13% consideram sua rotina tranquila, enquanto muitos sentem que estão “atrasadas” em relação às expectativas pessoais e externas.
Isso também afeta o autocuidado: 56% afirmam que só ocasionalmente conseguem dedicar tempo para si, enquanto 14% raramente ou nunca conseguem.
Avaliação de autoestima e ansiedade
Quando o assunto é autoestima, a maioria das jovens a classifica como mediana ou baixa. A ansiedade e a pressão são os principais fatores que influenciam essa autoavaliação. Embora muitas descrevam sua saúde mental como boa, os dados mostram uma tensão constante, com um número significativo relatando sentir ansiedade semanalmente ou diariamente.
Propostas de mudança
Como resposta a esses desafios, a iniciativa “Tudo no Seu Tempo” pretende transformar os dados da pesquisa em ações concretas. Workshops online, produção de conteúdos educativos e campanhas de arrecadação de livros são algumas das medidas propostas para fortalecer o emocional e o educacional das jovens, ampliando o debate sobre autoestima e saúde mental.