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Câncer pode ser silencioso: médico alerta para sinais ignorados

Por Direto da Redação
Foto: Reprodução Estilo de vida está diretamente ligado ao risco da doença
Estilo de vida está diretamente ligado ao risco da doença


Manchas na pele, nódulos indolores e alterações aparentemente simples no corpo podem ser sinais de alerta para o câncer — doença que deve registrar um aumento de 77% no número de casos até 2050, segundo projeções da Organização Mundial da Saúde (OMS). Diante desse cenário preocupante, especialistas reforçam que a identificação precoce ainda é a principal aliada para ampliar as chances de tratamento eficaz e de cura.

No Brasil, os números já acendem um sinal vermelho. Em 2023, o câncer superou as doenças cardiovasculares como principal causa de morte em 670 municípios, o que representa 12% das cidades brasileiras. Segundo o médico Bruno Monte, especialista em ortopedia, traumatologia e oncologia ortopédica, mestre em Saúde da Família e coordenador adjunto do curso de Medicina da Afya Uninovafapi, observar os sinais do corpo é fundamental para o diagnóstico precoce.

“Muitos tipos de câncer evoluem de forma silenciosa. Quando o paciente percebe algo diferente, muitas vezes já está em estágio avançado. Por isso, observar o corpo e procurar assistência médica diante de qualquer alteração persistente é fundamental”, alerta.

De acordo com o especialista, o surgimento de nódulos ou massas indolores, com consistência endurecida, aderidas a planos profundos e que aumentam de tamanho ao longo do tempo, merece investigação médica imediata. Outros sintomas associados também devem ligar o alerta.

“Fraqueza persistente, anemia sem causa aparente, manchas vermelhas ou roxas pelo corpo — semelhantes a hematomas — podem estar relacionadas, inclusive, a cânceres hematológicos”, explica.

No caso do câncer de mama, o médico destaca sinais específicos, como retração da pele da mama, saída de secreção por apenas um dos mamilos e a presença de nódulos rígidos e aderidos. Já em relação à próstata, alterações urinárias e achados em exames de rotina reforçam a importância do acompanhamento médico regular.

Estilo de vida está diretamente ligado ao risco da doença
O médico Bruno Monte ressalta que a maioria dos casos de câncer está associada ao comportamento e aos hábitos de vida. Segundo ele, cerca de 90% dos cânceres estão relacionados ao estilo de vida, enquanto apenas 10% têm origem genética.

“Uma alimentação saudável, rica em fibras, verduras e legumes, associada à prática regular de atividade física, reduz significativamente o risco da doença. É fundamental evitar alimentos embutidos, enlatados e ultraprocessados”, orienta.
Além disso, o controle de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e dislipidemias, também contribui para a prevenção e para uma vida mais saudável.

Na semana em que se celebra o Dia Mundial de Combate ao Câncer, o alerta é claro: conhecer os sinais, manter hábitos saudáveis e buscar acompanhamento médico regular são atitudes simples que podem salvar vidas.

Fonte: Direto da Redação