Chatbot educa adolescentes sobre saúde menstrual
Projeto da UFPI visa informar jovens escolares sobre menstruação
Campus Senador Helvídio Nunes de Barros (CSHNB). Foto: Arquivo SCS/UFPI
A Universidade Federal do Piauí (UFPI), através do Campus Senador Helvídio Nunes de Barros (CSHNB), em Picos, está desenvolvendo um chatbot educativo focado em saúde menstrual para adolescentes do sexo feminino em idade escolar. Este projeto é uma extensão que combina metodologias diversas para criar e validar a ferramenta, visando acessibilidade e baixo custo para utilização em todo o Brasil.
Uma equipe multidisciplinar, composta por alunos do Programa de Pós-Graduação em Ciências e Saúde (PPGCS) e estudantes dos cursos de Sistemas de Informação e Enfermagem, está à frente do projeto, integrando tecnologia e saúde para promover educação em saúde.
Professora Luísa Helena Lima
Luísa Helena Lima, docente de Enfermagem no CSHNB e líder do projeto, esclarece que a iniciativa surgiu como resposta à falta de informações qualificadas sobre saúde menstrual. Ela explica que a ideia de usar um chatbot foi proposta por um membro da equipe, devido à popularidade dessa tecnologia atualmente.
O chatbot é destinado a meninas na faixa etária de 14 a 17 anos, especialmente aquelas que já passaram pela menarca. Este período é crucial, pois surgem muitas dúvidas após a primeira menstruação.
A coordenadora enfatiza que a ferramenta visa acolher adolescentes e disseminar informações confiáveis sobre saúde menstrual. “Adolescentes frequentemente se sentem constrangidos ao tratar de temas tabus como a saúde menstrual. Assim, o chatbot oferece acesso anônimo a informações confiáveis, promovendo mais autonomia e segurança”, afirma.
Mestranda Bruna Wandscher
Bruna Wandscher, mestranda em Ciências e Saúde da UFPI, participa do projeto na elaboração do conteúdo educativo. Ela destaca que o tema está alinhado com sua formação em saúde da mulher e pesquisa acadêmica. Bruna afirma que o projeto une pesquisa, extensão e impacto social, fornecendo informações acessíveis e embasadas para adolescentes.
Ela reflete sobre como trabalhar com saúde menstrual é desafiador, mas essencial, e a importância de abordar o tema com sensibilidade. "É gratificante perceber o impacto positivo que informações corretas podem ter, promovendo autonomia, autocuidado e quebrando estigmas”, destaca.
As etapas do projeto incluem a seleção do conteúdo, desenvolvimento e validação do roteiro por especialistas, testes de usabilidade e criação da versão final do chatbot. O objetivo é impactar positivamente meninas em idade escolar, oferecendo um espaço seguro e anônimo para acessar informações científicas sobre saúde menstrual.
Dessa forma, o chatbot busca reduzir tabus e fortalecer a educação em saúde menstrual, alcançando escolas em todo o país.