Carnaval pode aumentar casos de infecções sexualmente transmissíveis
O período de carnaval é marcado por muita diversão, sendo um dos períodos festivos mais aguardados do ano para muitas pessoas. Para além da euforia comemorativa, especialistas na área da saúde alertam para a prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e hepatites virais, por exemplo, durante as comemorações. Em números gerais, o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado em dezembro do ano passado, mostra que, entre 1980 e setembro de 2025, foram registradas 1.679.622 pessoas vivendo com HIV ou Aids no país. Em 2024, foram notificados 39.216 casos de infecção pelo HIV, sendo 25,1% na região Nordeste.
Ainda segundo o boletim, em 2024, foram 9.157 óbitos registrados no país. Desse total, 24,4% ocorreram nos estados nordestinos. O estudo também reforça que a mortalidade por Aids tem apresentado redução significativa nos últimos anos, o que pode ser compreendido por avanços no diagnóstico precoce e tratamento eficiente, permitindo qualidade de vida e longevidade. Simultaneamente, os alertas e campanhas de conscientização se mantêm constantes, sobretudo em períodos como o carnaval, em que há maior aglomeração de pessoas e recorrência de práticas sexuais casuais.
Nesse período de festa carnavalesca, os principais cuidados que os foliões devem ter são, principalmente, com a adoção do uso de preservativos. Seja a camisinha interna ou externa, seu uso é fundamental para ajudar no combate às infecções sexualmente transmissíveis. Vale ressaltar o uso do gel lubrificante, que é um aliado à prevenção, já que diminui o atrito e a chance de rompimento do preservativo.
O biomédico Ivisson Lucas, do Centro Universitário Facid Wyden, reforça que, durante ou após o carnaval, pode ocorrer o aparecimento de alguns sintomas, a exemplo de dores diversas, febre ou mesmo lesão ulcerativa ou verrucosa na região genital. Nesse momento, é necessário realizar exames laboratoriais e testes rápidos para um procedimento mais ágil e precoce: “Para o tratamento de bactérias (como clamídia, sífilis e gonorreia), são usados antibióticos. Já em caso de vírus (como HIV e herpes), o controle é feito por antivirais, pois não existe cura. Por fim, o HPV pode envolver tanto remoção das lesões verrugosas como também a vacinação”, conclui.
As principais doenças durante o período carnavalesco são o HIV, sífilis e as hepatites virais. Já em relação aos sinais de alerta, as lesões corporais e a perda de peso são os mais comuns dentre as ISTs. O diagnóstico e tratamento é feito a partir da testagem, em que, daí, pode-se identificar a melhor forma de combater a doença e interromper a cadeia de transmissão.
Fonte: Direto da Redação