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Carros usados têm alta moderada em abril; Crescimento de 6,99% anual

Preços desaceleram em abril, mas ainda mostram resiliência.

Por Redação
Foto: Guito Moreto - Agência O Globo Loja de automóveis seminovos e usados na Estrada Intendente Magalhães, no Rio
Loja de automóveis seminovos e usados na Estrada Intendente Magalhães, no Rio

O preço dos carros usados cresceu 0,27% em abril, uma desaceleração em relação aos 0,71% verificados em março, conforme dados do IBV Auto, índice do banco BV. No período de 12 meses encerrado em abril, a alta acumulada foi de 6,99%.

O estudo aponta para uma estabilização nos preços dos automóveis usados, após um início de ano mais aquecido. Modelos como Celta, Palio e Onix tiveram papel significativo na elevação do índice em abril. O Onix, em especial, apresentou valorização de quase 5% no primeiro trimestre, liderando as altas por três meses consecutivos.

De acordo com Jamil Ganan, vice-presidente de Varejo do banco BV, a variação dos preços em abril demonstra que o mercado de veículos usados ainda está aquecido. "A alta disseminada entre os estados, com 22 das 27 unidades da federação em terreno positivo, indica que o movimento não é restrito a locais específicos, mas reflete uma demanda ainda resiliente em nível nacional", afirma Ganan.

Roberto Padovani, economista-chefe do banco BV, também analisa que houve uma mudança no ritmo de crescimento após um trimestre inicial mais intenso. "O mercado perdeu um pouco de fôlego em abril, após maior pressão inflacionária, mas ainda se mantém aquecido. O desempenho futuro dependerá da renda das famílias, do crédito e das condições financeiras", explica Padovani.

A análise regional revela que o Norte teve a maior variação nos preços dos carros usados em abril, com alta de 1,35%, e quase todos os estados registraram aumentos superiores a 1%. Em contraste, o Centro-Oeste foi a única região a apresentar retração, influenciada por quedas no Mato Grosso do Sul (-0,57%) e no Mato Grosso (-0,48%).

No acumulado de 12 meses, Minas Gerais (8,52%), Rio de Janeiro (8,16%) e Amazonas (7,43%) lideraram as maiores valorizações estaduais. As menores variações foram observadas em Mato Grosso (4,50%), Espírito Santo (4,85%) e Santa Catarina (5,17%).