Agora Piauí

Operação Compliance Zero: Polícia mira senador Ciro Nogueira

Senador é investigado em nova fase da Compliance Zero

Por Redação
Foto: © Paulo Pinto/ Agência Brasil 04/03/2026 - São Paulo - Movimentação de jornalistas e policiais federal na sede da Polícia Federais, no bairro da Lapa em São Paulo. Hoje o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro foi preso pela PF. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
04/03/2026 - São Paulo - Movimentação de jornalistas e policiais federal na sede da Polícia Federais, no bairro da Lapa em São Paulo. Hoje o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro foi preso pela PF. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Desde a manhã desta quinta-feira (7), a Polícia Federal realiza ações no âmbito da 5ª fase da Operação Compliance Zero, que incluem um mandado de prisão temporária e dez de busca e apreensão. O senador Ciro Nogueira (PP-PI) está entre os investigados nesta operação.

As ações foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e estão ocorrendo em diversas localidades, incluindo os estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e o Distrito Federal. O objetivo é aprofundar as investigações sobre um esquema envolvendo corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

A decisão do STF também autorizou o bloqueio de bens, direitos e valores que somam R$ 18,85 milhões.

Fases Anteriores da Operação

A Operação Compliance Zero já havia ganhado destaque em fases anteriores. Na 4ª fase, deflagrada em 16 de abril, foram presos preventivamente o ex-presidente do banco público do Distrito Federal, Paulo Henrique Costa, e o advogado Daniel Monteiro. Ambos estão ligados a um esquema fraudulento liderado por Daniel Vorcaro, um banqueiro já detido desde março.

Nas quatro primeiras fases, a Polícia Federal cumpriu 96 mandados de busca e apreensão em unidades como Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. A Justiça, atendendo a pedidos da PF e do Ministério Público, determinou o bloqueio de bens de suspeitos que atingem até R$ 27,7 bilhões, além de afastar os investigados de cargos públicos que possam ocupar.