De sutura à inteligência artificial: congresso discute o futuro da cirurgia em Teresina
O futuro da cirurgia passa pela tecnologia, mas também por decisões que envolvem cuidado, eficiência e os novos desafios da profissão. Essa discussão estará no centro do IV Congresso Médico Acadêmico de Especialidades Cirúrgicas (COMEC), que inicia nesta quinta-feira (10) e segue até sábado (12), no Auditório Ipê da Afya Uninovafapi, em Teresina. A programação inclui palestras, mesas-redondas, apresentação de trabalhos científicos e cursos práticos voltados a procedimentos e situações de emergência médica.
Com o tema “Cirurgia moderna em debate: os limites entre cuidado, eficiência e mercado na prática cirúrgica”, o congresso pretende aproximar estudantes da realidade profissional e estimular reflexões que vão além do conteúdo tradicional da graduação. A programação reúne palestras com especialistas, mesas-redondas, painéis temáticos, apresentação de trabalhos científicos e atividades práticas.
Uma das novidades desta edição é a parceria com o Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC), que participará do congresso e da cerimônia de posse, ampliando o contato dos acadêmicos com uma instituição de referência na formação e no desenvolvimento da cirurgia brasileira.
Para a presidente acadêmica do evento, Natasha Moraes, o congresso representa uma oportunidade para que os estudantes conheçam diferentes possibilidades dentro da profissão e tenham contato direto com médicos que já atuam no mercado.
“O congresso é uma oportunidade de aproximar os estudantes de médicos que já estão vivendo essa realidade, de conhecer diferentes especialidades e de perceber que a formação médica é um processo que continua muito além da graduação”, destaca.
Na avaliação do presidente médico do congresso e professor da Afya Uninovafapi, Dr. Bruno Monte, essa aproximação também pode ajudar os acadêmicos a tomar decisões sobre o futuro profissional. “O congresso é fundamental para a formação e para auxiliar na escolha da especialidade, pois permite ao estudante conhecer de perto a realidade, a prática e os diferentes caminhos de uma carreira cirúrgica”, afirma.
Experiência prática
Além das discussões teóricas, o IV COMEC aposta em atividades práticas para aproximar os acadêmicos da rotina médica. Entre os cursos previstos estão treinamentos de sutura, intubação orotraqueal, toracocentese e drenagem de tórax, acesso central e punção lombar, XABCDE do trauma e emergências cardiológicas, incluindo ECG, ACLS, reanimação cardiopulmonar e desfibrilação em ritmos chocáveis. As atividades são conduzidas por médicos especialistas e têm vagas limitadas.
A programação também contempla a produção científica. O congresso recebe trabalhos inéditos relacionados às áreas cirúrgicas e à interface entre especialidades médicas e multiprofissionais, com apresentações orais e e-pôsteres. Entre as áreas contempladas estão cirurgia geral, oncológica, pediátrica, plástica, torácica e vascular, além de urologia, neurocirurgia, ortopedia, oftalmologia, otorrinolaringologia, cirurgia cardíaca, ginecologia e obstetrícia, entre outras.
Para Natasha, a proposta é que a experiência ultrapasse os três dias de programação. “Queremos que cada participante saia do COMEC não apenas sabendo mais, mas também enxergando mais possibilidades para a própria trajetória dentro da Medicina”, afirma.
O IV COMEC é realizado em parceria com a Associação Médica Brasileira do Piauí (AMB-PI) e a Associação Brasileira das Ligas Acadêmicas de Cirurgia (ABLAC)
Fonte: D