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Defensora Pública do Piauí integra obra jurídica nacional e destaca importância

Por Direto da Redação
Foto: Reprodução A participação na obra reforça a importância da produção acadêmica
A participação na obra reforça a importância da produção acadêmica


Em um momento de união e valorização institucional, a defensora pública e associada da APIDEP (Associação Piauiense das
Defensoras e dos Defensores Públicos), Karla Andrade, representou o estado do Piauí no lançamento de uma obra jurídica coletiva em Brasília. A publicação reúne defensoras e defensores públicos de diversas regiões do país e propõe reflexões sobre o papel da Defensoria Pública no sistema de justiça brasileiro, a partir das diferentes realidades sociais.

A participação de Karla Andrade ocorreu a convite dos organizadores da obra, a defensora pública da Bahia, Julia Lordelo, e o defensor público de Rondônia, Jaime Miranda. Sua contribuição está diretamente ligada à atuação na defesa de povos e comunidades tradicionais, área em que já desenvolveu trabalhos conjuntos com membros da Defensoria Pública, inclusive em espaços como a Frente Afro-Indígena da ANADEP.

Para a defensora, fazer parte de uma coletânea com defensoras e defensores públicos de todo o país é uma oportunidade de ampliar o debate jurídico a partir de múltiplas vivências.
“Ainda consumimos majoritariamente uma produção jurídica concentrada nas regiões Sudeste e Sul. No entanto, o Brasil é diverso, com realidades sociais e políticas distintas. Produzir conhecimento a partir dessas experiências é fundamental”, destaca.

Representar o estado do Piauí em uma publicação nacional, segundo a defensora, é motivo de orgulho e de grande responsabilidade. Ela ressalta que a atuação da Defensoria Pública está diretamente ligada à população em situação de vulnerabilidade.
“Não temos o direito de sermos indiferentes. Nosso papel é garantir que essas vozes sejam ouvidas e consideradas”, afirma.

Em seu capítulo, a defensora aborda a atuação da Defensoria Pública como uma instituição que transita entre o campo jurídico e o político, compreendendo a política como instrumento de transformação social. A partir de uma perspectiva contracolonialista, inspirada no pensamento do filósofo quilombola Nego Bispo, ela defende que a instituição deve atuar na amplificação das vozes das ruas dentro dos espaços formais de poder.

A participação na obra reforça a importância da produção acadêmica comprometida com as realidades locais e com a construção de um sistema de justiça mais inclusivo e representativo. A defensora finaliza afirmando que “iniciativas como essa são essenciais para fortalecer a Defensoria Pública e ampliar seu papel na promoção de direitos em todo o país.”

Fonte: Direto da Redação