Liberação de emendas atinge recorde em ano eleitoral
Governo Lula libera R$ 33,89 bi antes do defeso eleitoral
Com o início do período de restrições eleitorais em 4 de julho de 2026, o governo federal já havia liberado um total de R$ 33,89 bilhões em emendas parlamentares, estabelecendo um novo recorde para anos eleitorais. Esse valor representa cerca de 25% das despesas livres do governo e supera o montante executado no mesmo período durante 2022.
As liberações aconteceram antes da proibição de novos pagamentos não obrigatórios, que entrou em vigor com o chamado defeso eleitoral. Apenas obras em andamento ou emergências podem receber verbas após essa data.
Desde a gestão Bolsonaro, a prática de antecipar repasses foi intensificada. Em 2019, a criação da 'emenda Pix' permitiu transferências rápidas para Estados e municípios. Em 2024, o Congresso ampliou essas possibilidades, permitindo antecipações que hoje compõem a maioria dos recursos liberados.
Este ano, sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, foi estabelecido um calendário prioritário para liberar essas emendas no primeiro semestre. A estratégia serviu como moeda de troca política para flexibilizar metas fiscais e ampliar os gastos do Executivo.
Em comparação, os valores pagos pelo Novo PAC no mesmo período alcançaram R$ 19,65 bilhões, conforme dados do Siga Brasil. As mudanças na dinâmica das emendas facilitaram o uso dos recursos por prefeituras e governos estaduais durante as campanhas eleitorais.