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Nunes Marques inicia gestão no TSE com foco em IA e eleições

Nunes Marques assume TSE em meio a desafios eleitorais

Por Direto da Redação
Foto: Luiz Roberto/Secom/TSE Novo presidente do TSE enalteceu a eficiência das urnas eletrônicas.
Novo presidente do TSE enalteceu a eficiência das urnas eletrônicas.

Kássio Nunes Marques tomou posse como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira, em cerimônia que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do senador Flávio Bolsonaro e outras autoridades. Sua gestão será marcada por desafios significativos ligados ao processo eleitoral.

Um dos principais focos será a regulamentação do uso de inteligência artificial nas campanhas eleitorais. As novas regras do TSE, já aprovadas, visam restringir a divulgação de conteúdos manipulados e aumentar a transparência em materiais produzidos com IA. Além disso, medidas serão implementadas para limitar a circulação de certos conteúdos perto do dia da votação, visando mitigar a desinformação.

Nunes Marques também defende a urna eletrônica, um tema que gerou debates acalorados nas últimas eleições, especialmente por críticas do ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados. A estratégia da nova gestão é reforçar a comunicação pública para aumentar a confiança no sistema eleitoral.

A presidência de Nunes Marques ocorre em um momento de mudanças na Lei da Ficha Limpa, que podem permitir o retorno de políticos inelegíveis às eleições. O tribunal também terá que enfrentar disputas sobre cassações e inelegibilidades, além de recursos de eleições passadas.

Entre os casos em pauta está o julgamento do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que aguarda decisão do TSE. A Corte também continua suas ações contra disparos em massa de desinformação, uma prática associada a campanhas eleitorais, especialmente do campo bolsonarista.

Nunes Marques terá a responsabilidade de coordenar a edição de resoluções que regulamentam o pleito, abordando temas como propaganda eleitoral e uso da internet. O TSE já tomou medidas em eleições passadas, como a remoção rápida de conteúdos desinformativos e restrições à propaganda paga em plataformas digitais nos momentos finais antes da votação.

Fonte: Divulgação