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PIB desacelera: economia cresce 2,45% em 2025

Economia desacelera em 2025 com crescimento de 2,45% do PIB.

Por Redação
Foto: Getty Images Análise: Prévia do PIB mostra desaceleração da economia
Análise: Prévia do PIB mostra desaceleração da economia

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), usado como uma prévia do PIB, apresentou um crescimento de 2,45% em 2025 em comparação ao ano anterior. Este avanço menor reflete uma desaceleração da economia brasileira. No ano de 2024, o crescimento havia ultrapassado 3%, segundo análise de Gabriel Monteiro no CNN Novo Dia.

No entanto, o último mês de 2025 mostrou um resultado negativo, com uma contração da atividade econômica de novembro para dezembro. O setor de serviços foi o único a registrar queda, com retração de 0,20% no período. Este segmento é acompanhado de perto pelo Banco Central devido à pressão inflacionária, pois os preços dos serviços continuam a subir.

Ainda assim, a queda na atividade econômica em dezembro foi menos severa do que o previsto pelo mercado. Isso se deve ao bom desempenho do setor agropecuário e ao crescimento contínuo da indústria, mesmo com juros elevados na casa dos 15%. Essa resiliência de partes da economia sugere cautela na condução da política monetária. "Isso aponta cautela para a condução da política monetária", comenta o analista de Economia da CNN.

No mercado financeiro, há divergências sobre as ações futuras do Banco Central em relação à taxa de juros. Alguns analistas defendem uma redução significativa, com um corte de meio ponto percentual, de 15% para 14,5%. Outros acreditam que, diante da leve queda na atividade, o BC deve adotar uma postura mais cautelosa nas reduções.

Gabriel Monteiro nota que os dados indicam uma clara desaceleração. "A atividade vai perder força neste ano. 2026 vai ter um crescimento menor do que 2025", afirmou. Embora o mercado de trabalho ainda se mantenha aquecido, com taxas de desemprego historicamente baixas, ele pode começar a mostrar sinais de desaceleração. No entanto, o forte nível de emprego continua a impulsionar setores como serviços para consumo e comércio.

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