Endividamento das famílias chega a 49,7%, próximo ao recorde
Dívidas das famílias brasileiras permanecem em níveis históricos.
O endividamento das famílias brasileiras atingiu 49,7% em janeiro, conforme dados divulgados pelo Banco Central (BC). Este percentual representa a relação entre o total das dívidas e a renda acumulada das famílias nos últimos 12 meses, igualando-se ao índice do mês anterior. O atual patamar mantém o indicador próximo do recorde histórico de 49,9% registrado em julho de 2022.
O Banco Central também apontou um leve incremento no endividamento quando se exclui o crédito imobiliário. Nesse segmento, a taxa apresentou um pequeno aumento, passando de 31,2% em dezembro para 31,3% em janeiro.
O comprometimento da renda familiar com o pagamento de dívidas também apresentou crescimento no período analisado. De dezembro a janeiro, o índice subiu de 29,2% para 29,3%. Sem contabilizar os financiamentos habitacionais, a taxa cresceu de 26,9% para 27,1%.
De acordo com a Confederação Nacional do Comércio, 80,2% das famílias têm algum tipo de dívida, refletindo uma situação de endividamento generalizado. Especificamente, o crédito habitacional para pessoas físicas cresceu 0,8% de janeiro para fevereiro, totalizando R$ 1,326 trilhão, com uma alta de 11,6% nos últimos 12 meses.
O crédito destinado à compra de veículos também registrou crescimento, avançando 1,3% em janeiro. O montante chegou a R$ 408,482 bilhões, acumulando um aumento de 16,2% no período de um ano.
Projeção de Inflação em Ascensão
Simultaneamente, o Boletim Focus do Banco Central revelou uma elevação na projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A expectativa subiu de 4,31% para 4,36%, enquanto há quatro semanas estava em 3,91%.
Para o mês de março, a projeção do IPCA aumentou de 0,46% para 0,55%, e para abril, de 0,46% para 0,48%. A inflação acumulada em 12 meses foi estimada em 4,09%.
As previsões do Banco Central para 2027 indicaram um novo aumento, atingindo 3,85%, seguindo a tendência de alta pela segunda semana consecutiva. Para 2028, a estimativa também subiu, alcançando 3,60% e marcando a terceira semana de crescimento contínuo.
Fonte: Divulgação