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Vacinação antirrábica em cães é insuficiente em Teresina

Mutirão busca aumentar imunização contra raiva no sábado

Por Redação
Foto: Reprodução Vacinação de cachorros
Vacinação de cachorros

A cidade de Teresina enfrenta um desafio significativo em relação à vacinação antirrábica de cães. De acordo com dados da Fundação Municipal de Saúde, apenas 59% dos cães foram vacinados até agora, enquanto o ideal, segundo o Ministério da Saúde, seria uma cobertura de 80% para evitar surtos da doença.

Para tentar reverter esse quadro, será realizado um mutirão de vacinação neste sábado (16) nas zonas Sudeste e Sul de Teresina, com pontos de imunização organizados pela FMS. A expectativa é que a ação ajude a elevar os índices de cobertura vacinal na capital.

A raiva é uma doença viral altamente letal, transmitida principalmente por mordidas, arranhões ou lambidas de animais infectados. Em áreas urbanas, cães e gatos são os principais transmissores, devido ao contato frequente com humanos.

Este ano, a campanha de vacinação foi antecipada para abril e maio, o que, segundo a veterinária Oriana Bezerra, pode ter contribuído para a baixa adesão. Ela destaca que, mesmo com a mudança de calendário, a expectativa era de uma queda menor, já que a média nacional de vacinação está em torno de 60%.

Em abril, um caso trágico reforçou a importância da vacinação: um adolescente de 17 anos morreu após ser mordido por um macaco sagui. Este episódio acende um alerta, já que, apesar de Teresina não registrar casos de raiva humana há 40 anos, a diminuição na vacinação pode reverter essa situação.

A raiva possui um período de incubação variável e pode se manifestar com sintomas como mal-estar, febre leve, perda de apetite, dor de cabeça e náuseas. Em casos graves, a evolução pode levar a delírios, espasmos e até à morte em uma semana.

Para evitar a doença, é essencial que tanto animais quanto humanos recebam a vacina antirrábica, medida crucial para a proteção da saúde pública.