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Desenrola 2.0: Proteja-se de golpes na renegociação de dívidas

Novo programa de dívidas atrai estelionatários. Saiba como evitar.

Por Redação
Foto: Pixabay Especialista alerta para aumento de fraudes digitais em períodos de grande procura por programas financeiros
Especialista alerta para aumento de fraudes digitais em períodos de grande procura por programas financeiros

O Desenrola 2.0, programa do governo federal para renegociação de dívidas, foi lançado recentemente, oferecendo descontos de até 90% para consumidores interessados em "limpar o nome". Embora a iniciativa seja animadora, ela também traz riscos, pois criminosos podem aproveitar o aumento no interesse para aplicar golpes.

Rafael Garcia, especialista em prevenção a fraudes da empresa Fico, ressalta que esses golpes costumam crescer após o lançamento de programas de renegociação. Com o aumento da divulgação e busca por esses serviços, é comum que crimes desse tipo se intensifiquem.

De acordo com Garcia, é um padrão frequente em campanhas nacionais voltadas para crédito ou renegociação de dívidas que os golpistas se aproveitem do momento para enganar consumidores. Enfatiza-se a importância de buscar diretamente as instituições financeiras, evitando responder a contatos suspeitos.

— Golpistas agem rapidamente em programas com grande alcance, principalmente quando envolvem promessas de facilidades. Os consumidores precisam estar atentos, já que fraudes digitais exploram mais a confiança e a urgência emocional das pessoas do que as vulnerabilidades técnicas — explica Garcia.

Garcia também alerta sobre a utilização de identidades visuais semelhantes às de bancos por parte dos criminosos para aumentar sua credibilidade. Assim, é crucial verificar a autenticidade das informações antes de qualquer interação.

Principais Golpes e Como Evitar

Os golpes mais comuns nesse contexto incluem:

  • Falsos sites e anúncios que imitam páginas oficiais;
  • Mensagens fraudulentas prometendo descontos "exclusivos";
  • Golpistas se passando por funcionários de bancos;
  • Solicitação de pagamentos antecipados via Pix;
  • Roubo de dados por phishing e engenharia social.

Para se proteger, é fundamental utilizar apenas canais oficiais, evitar clicar em links suspeitos e nunca compartilhar informações pessoais por telefone ou aplicativos.

Regis Dudena, secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, reforça a orientação: procure diretamente seu banco para renegociações e desconfie de contatos não solicitados.

Além dos cuidados básicos, alguns sinais podem indicar tentativas de golpe:

  • Mensagens que criam um senso de urgência como “última chance”;
  • Verifique o endereço do site e evite links de terceiros;
  • Nunca realize pagamentos antecipados para supostas negociações;
  • Confirme sempre com seu banco antes de qualquer ação.