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Do descuido à infecção: práticas rotineiras colocam a saúde dos olhos em risco

Por Direto da Redação
Foto: Freepik No fim das contas, o que costuma levar muita gente
No fim das contas, o que costuma levar muita gente

Dormir de maquiagem e usar lentes sem higienização estão entre os principais gatilhos de infecções oculares

Hábitos comuns como dormir com maquiagem ou usar lentes de contato sem a higienização adequada podem levar a infecções oculares e, em casos mais graves, comprometer a visão. Apesar de frequentes, esses comportamentos ainda são subestimados no dia a dia.
Segundo o oftalmologista Fernando Cunha da Costa, especialista em glaucoma e catarata do Vilar Hospital de Olhos, sintomas como vermelhidão, desconforto e lacrimejamento costumam ser os primeiros sinais de alerta. Por isso, quando aparecem dor, secreção ou sensibilidade à luz, já é importante investigar, porque pode indicar um quadro infeccioso em evolução.

Situações rotineiras, como coçar os olhos com frequência, esquecer de remover a maquiagem antes de dormir ou manusear lentes de contato sem lavar as mãos, estão entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento de infecções. Entre os quadros mais comuns estão a conjuntivite, a blefarite (inflamação das pálpebras associada a bactérias) e a ceratite — esta última atinge a córnea e pode comprometer a visão se não for tratada rapidamente. Há ainda casos de uveítes de origem infecciosa, que são inflamações internas do olho causadas por vírus, bactérias, fungos ou parasitas e exigem acompanhamento especializado.

Sinais de alerta incluem:
- Vermelhidão
- Sensação de areia nos olhos
- Lacrimejamento
- Sensibilidade à luz
- Secreção
- Visão embaçada

Diante desses sintomas, a recomendação é evitar o uso de colírios por conta própria. “A automedicação pode mascarar o problema e atrasar o diagnóstico. O ideal é procurar avaliação oftalmológica assim que os sintomas persistirem”, orienta o Dr. Fernando.

O tratamento varia conforme a causa da infecção. O oftalmologista explica que os quadros virais costumam ser tratados com medidas de suporte, como compressas e lubrificantes. Já infecções bacterianas podem exigir o uso de antibióticos, em colírios ou via oral, dependendo da gravidade.

No fim das contas, o que costuma levar muita gente ao consultório não é um caso raro, mas um descuido repetido. Pequenos hábitos, ignorados no dia a dia, acabam virando porta de entrada para problemas que poderiam ser evitados. Embora pareçam inofensivos, esses hábitos podem evoluir para quadros que exigem tratamento especializado. A orientação é simples: ao perceber sintomas persistentes, evitar a automedicação e buscar avaliação oftalmológica.

Fonte: Direto da Redação