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Fraudes no Fundeb e SUS levam PF e MPF a ação no Piauí

Operação mira desvio de verbas públicas em 16 municípios

Por Direto da Redação
Foto: Imagem Ilustrativa Polícia Federal (PF)
Polícia Federal (PF)

Na manhã desta terça-feira (7), uma operação conjunta da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF) movimentou o estado do Piauí. As operações Holding II e Conflictus II visaram desmantelar esquemas de fraude em licitações e desvios de recursos do Fundeb e SUS, que teriam ocorrido em pelo menos 16 municípios.

Investigadores identificaram que grupos empresariais utilizavam empresas de fachada para manipular processos licitatórios, conseguindo contratos públicos por meio de propostas fictícias. A prática envolvia o pagamento de propina a agentes públicos, incluindo servidores do Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI), para garantir a continuidade dos esquemas fraudulentos.

A Justiça Federal em Floriano determinou mandados de busca e apreensão contra os principais envolvidos, entre eles engenheiros, advogados e agentes políticos. Além disso, uma servidora da Secretaria Municipal de Administração e Obras de Francinópolis foi afastada sob suspeita de facilitar as irregularidades.

Os crimes investigados incluem peculato, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, associação criminosa e tráfico de influência. Entre os investigados estão operadores financeiros que intermediavam o pagamento de propinas para assegurar a proteção dos esquemas ilícitos.

Estratégias dos suspeitos

A segunda fase da Operação Holding se concentra na identificação de novos gestores e técnicos ainda não descobertos nas investigações iniciais. A meta é também interromper contratos superfaturados que seguem ativos.

No caso específico da Operação Conflictus, um grupo suspeito é acusado de simular processos licitatórios para vencer disputas fraudulentas. Após garantir os contratos, a execução das obras era repassada integralmente a outras construtoras.

A operação visa desarticular completamente o núcleo jurídico responsável por viabilizar essas fraudes dentro da administração pública piauiense.

Fonte: G1 PI