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Turbi inova e cresce 45% com locação de carros sem lojas

Empresa alcança R$ 392 milhões com modelo de negócio digital.

Por Redação
Foto: Divulgação Daniel Prado: CEO da Turbi fundou a empresa após se frustrar com a experiência das locadoras tradicionais em São Paulo (Turbi/Divulgação)
Daniel Prado: CEO da Turbi fundou a empresa após se frustrar com a experiência das locadoras tradicionais em São Paulo (Turbi/Divulgação)

Sem enfrentar balcões, filas ou lidar com papelada, a Turbi aposta em estacionamentos parceiros e tecnologia para revolucionar o mercado de locação de veículos. Em vez de lojas físicas, um aplicativo de celular facilita todo o processo de aluguel.

Graças a esse modelo inovador, a Turbi fechou 2025 com um faturamento de R$ 392 milhões, registrando um crescimento de 45% em relação ao ano precedente, além de uma impressionante margem EBITDA de 55%, um salto em comparação aos 22% de 2024.

Fundada em São Paulo em 2017, a empresa agora opera uma frota de 7 mil veículos e planeja expandir para 12 mil nos próximos anos, incluindo a expansão para outras capitais brasileiras.

A Turbi passou de uma operação baseada em carros de terceiros para uma frota 100% própria. Essa mudança estratégica resultou na redução de custos e aumento da rentabilidade. A empresa agora se posiciona mais como uma plataforma de mobilidade, alavancando tecnologia, inteligência artificial e serviços financeiros.

Origem da Turbi: Solucionando uma dor pessoal

O CEO Daniel Prado, originário de Minas Gerais, enfrentou a burocracia das locadoras tradicionais ao se mudar para São Paulo. A experiência inspirou a criação da Turbi, que começou pequena, com apenas cinco carros e uma equipe de três pessoas, evoluindo para uma frota de quase 8 mil veículos e 312 funcionários.

Inicialmente focada em aluguel por hora, a Turbi expandiu para planos de diária e assinatura mensal, mantendo-se como única grande locadora a oferecer aluguel por hora no Brasil.

Vantagens de uma frota própria

A transição para uma frota própria em 2022 trouxe a redução de quase 40% no custo por veículo. Essa mudança melhorou o controle operacional e aumentou a disponibilidade dos carros, resultando em uma taxa média de utilização de 71,6% em 2025.

Como simplificar o aluguel de carros

A facilidade é a prioridade da Turbi: todo o processo de aluguel é realizado via aplicativo, sem a necessidade de lojas físicas ou atendentes. O cliente pode reservar e começar a dirigir em menos de cinco minutos.

Com cerca de 300 pontos de retirada em São Paulo, distribuídos em estacionamentos parceiros, a Turbi transforma a experiência de locação, que, segundo o diretor Eduardo Portelada, pouco mudou nas últimas décadas.

Uso intensivo de inteligência artificial ajuda a reduzir custos e aumentar a eficiência, desde a análise de crédito dos clientes até a identificação automática de danos nos veículos.

Investindo no futuro

Além do aluguel, a Turbi está ampliando suas operações com a venda de 1.784 veículos seminovos em 2025, aproveitando o valor residual da frota própria. A empresa também lançou a Trato, um braço de financiamento automotivo, e iniciou uma frente SaaS para monitoramento de frota.

Para sustentar essa expansão, a Turbi captou mais de R$ 400 milhões e planeja levantar cerca de R$ 750 milhões para ampliar sua frota e expandir geograficamente, com operações já iniciadas em Campinas e Mogi das Cruzes e planos para outros estados.