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Veto sobre dosimetria de penas pode ser derrubado no Congresso

Congresso deve reverter veto de Lula, impondo nova derrota ao governo.

Por Redação
Foto: REUTERS/Adriano Machado Lula
Lula

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso avaliam que a derrubada dos vetos ao projeto de dosimetria de penas é iminente. A votação, marcada para esta quinta-feira, envolverá deputados e senadores em uma sessão conjunta. De acordo com análises internas, a oposição tem votos suficientes para reverter a decisão presidencial, potencialmente impondo outra derrota ao governo após a rejeição de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Representantes da base governista reconhecem a falta de articulação e admitem que não há disposição para investir capital político na manutenção dos vetos. Essa postura reflete uma semana difícil para o governo, marcada pela rejeição do nome de Jorge Messias ao STF.

Articulação contra vetos ganha força

O projeto em questão, que trata da dosimetria de penas, poderia beneficiar condenados por atos de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. A possibilidade de derrubada dos vetos é vista como um golpe adicional ao Planalto. Parlamentares como o deputado Paulinho da Força e o senador Esperidião Amin afirmam que há votos suficientes para reverter os vetos presidenciais.

A articulação para derrubar os vetos foi intensificada na última semana, com líderes partidários se mobilizando para garantir o resultado. Essa movimentação também inclui esforços para mitigar possíveis efeitos jurídicos colaterais, uma vez que a mudança pode impactar outras partes da legislação penal. Para evitar isso, há a proposta de um novo projeto, já aprovado em urgência pela Câmara, que reforçaria a redução de penas mesmo após a derrubada dos vetos.

Impactos políticos e reações futuras

A rejeição de Messias e a potencial reversão dos vetos são vistas como mensagens políticas do Congresso ao Planalto. O presidente da Câmara, Hugo Motta, e outros parlamentares já sinalizaram apoio à derrubada, enfatizando a possibilidade de reinterpretar penas e permitir que muitos detentos sejam transferidos para regimes menos severos.

Mesmo com a derrota iminente, o governo ainda não definiu uma estratégia concreta para reagir judicialmente. Internamente, cogita-se recorrer ao STF caso os vetos sejam derrubados, questionando a constitucionalidade da medida. No entanto, essa possibilidade não foi formalizada.

Dentro do governo, a tendência é que qualquer ação judicial só se concretize após o resultado da votação no Congresso. A percepção é de que o cenário político está consolidado, com pouco espaço para manobras.